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BRASIL: Quantidade de raios aumentará nos próximos anos
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Através da tecnologia, quantidade e locais onde ocorrerão descargas elétricas já podem ser monitorados, aumentando a segurança e evitando maiores prejuízos

 

A incidência de tempestades e descargas elétricas tem aumentado no Brasil nos últimos anos. De acordo com uma pesquisa do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), núcleo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada em dezembro de 2011, a incidência de raios cresceu em média 11% nas cidades com mais de 200 mil habitantes entre os anos de 2009 e 2010.

Nas cidades com uma população abaixo desse número, o aumento da incidência de raios foi de 5%. Somente na capital paulista, o número atual de descargas elétricas, uma média de 14 raios por km², excede em 60% a quantidade registrada há 60 anos.

De acordo com dados de satélites do Elat, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de descargas elétricas, com 57,8 milhões de ocorrências por ano.

Segundo o estudo, a cidade onde mais caíram raios no país em 2010, proporcionalmente ao tamanho do município foi Porto Real, no Rio de Janeiro, com incidência de 27 raios por km².

Em seguida está São Caetano do Sul, com incidência de 22,8 raios por km², o maior índice do estado de São Paulo. Campinas e mais duas cidades da Região Metropolitana aparecem no ranking dos locais com maior incidência de raios no Brasil. Sumaré aparece empatada com Campinas no 28º lugar do ranking e Indaiatuba aparece como a 31ª da lista.

O aumento expressivo na incidência de raios dos grandes centros urbanos é acompanhado pelo aumento das tempestades e catástrofes climáticas. De acordo com o Inpe, o número de tempestades nas cidades de Campinas e São Paulo irá dobrar nos próximos 60 anos.

O estudo aponta que com o aumento da temperatura das águas do Oceano Atlântico, que ficaram 0,6ºC mais quentes nos últimos 60 anos, e da temperatura do planeta, que subiu 0,8ºC, são esperadas mais chuvas fortes e com ocorrência de raios, granizo, vendavais e até mesmo tornados.

Entre as principais causas do problema estão a urbanização desenfreada e os impactos dos gases do efeito estufa.

 

Imagem: Internet/ Ilustração

 Fonte: Primeira Edição

   
       
 
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