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Rio+20 não pode permitir fracasso, diz ministra da Colômbia
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A vice-ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Adriana Soto, afirmou nesta quarta-feira (22) que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá no Brasil em junho, “não pode permitir um fracasso”. “Nem a Rio+20 pode permitir ser um fracasso nem nós podemos deixar que isso aconteça”, declarou Soto em Nairóbi.

A vice-ministra fez essa declaração no terceiro e último dia da XII Reunião Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Fórum Global de ministros do Meio Ambiente.

Representantes de 140 países – entre eles, 80 ministros – se reuniram na sede do Pnuma, na capital queniana, para fixar posições para a Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro.

Os dois assuntos fundamentais da Rio+20 são a economia verde em um contexto de desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a governança ambiental internacional, dentro da qual é incluída a possível conversão do PNUMA em uma agência da ONU.

Segundo Soto, a Colômbia buscará no Rio de Janeiro “conseguir ações concretas posteriores por parte da comunidade internacional, e ter um esquema de governança forte em nível multilateral para que esta estratégia de ações concretas possa ser implementada”.

“A Colômbia – acrescentou – chama a esta estratégia os objetivos de desenvolvimento sustentável. Estes objetivos partem da necessidade de conseguir avanços muito mais rápidos e concretos em temas cruciais como a segurança alimentar, as cidades sustentáveis e os oceanos”.

A vice-ministra defendeu “definir metas concretas e indicadores para que depois cada país possa definir quais adotará e quais acondicionará, segundo suas características de desenvolvimento e suas necessidades”.

Com relação a uma possível transformação do PNUMA em uma agência da ONU com maior poder executivo, como propõe a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), a responsável do Meio ambiente disse que seu país está avaliando essa ideia. “Com relação à criação de uma agência nova – disse -, a Colômbia ainda está tendo discussões internas”.

No entanto, acrescentou, “achamos que uma instituição forte é capaz de administrar, coordenar e gerar melhores resultados nas discussões. O fortalecimento do PNUMA é necessário”.

Perguntada se considera a Colômbia como economia verde, Soto respondeu que se trata da “ferramenta para conseguir os objetivos de desenvolvimento sustentável”.

Soto considerou também que a Rio+20 deve oferecer resultados porque há, de alguma maneira, uma decepção por parte das pessoas a respeito do processo de negociação multilateral.

“A Rio+20 tem que mostrar ao mundo, aos cidadãos, às pessoas, que é possível chegar a resultados concretos que se traduzam em um bem-estar maior para eles”.

Rio+20 acontecerá no Rio de Janeiro 20 anos depois da Cúpula da Terra, convocada na mesma cidade em 1992, que fixou as bases do desenvolvimento sustentável contemporâneo.

A reunião de Nairóbi foi a última realizada pelos ministros do Meio Ambiente antes da Rio+20.

Fonte: Portal Terra

   
       
 
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