A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, realizou o replantio de 26 Palmeiras Imperiais na área verde da instituição.
A intenção do Governo do Estado foi preservar o desenho original e paisagístico dos jardins do Parque resguardando assim seu patrimônio vegetal.
Foram investidos R$157.780 no trabalho que também incluiu o tratamento fitossanitário de 44 palmeiras.
O projeto teve o acompanhamento de técnicos do Parque Nacional da Tijuca e do IPHAN.
- Os jardins do parque são anteriores à mansão. Eles foram desenhados por John Tyndale e datam de 1840. Nesta época ele foi contratado para projetar um jardim nos moldes das quintas europeias.
Algumas palmeiras haviam morrido, outras estavam doentes. Compramos as plantas já adultas em uma fazenda em Minas Gerais e elas foram trazidas em caminhões. Além disso, 44 receberam tratamento.
Remédios foram aplicados para prevenir pragas – explicou a diretora do Parque Lage e da Escola de Artes Visuais localizada no espaço, Claudia Saldanha.
Cerca de R$ 300 mil são gastos anualmente no trabalho de recuperação e manutenção do jardim do Parque Lage. As ações incluem poda, adubo, tratamento de doenças, limpeza, e plantio de mudas.
- Estamos aos poucos recuperando este belo espaço – disse.
Visitantes aprovaram a iniciativa
Estudante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a grafiteira Julia Viterbo, 23 anos, acha a iniciativa válida.
Ela gosta de passear pelo parque para buscar serenidade em meio à natureza.
- Para nós estudantes e para os turistas é ótimo. Este jardim é muito bonito, o parque atrai turistas e o replantio destas palmeiras vai dar mais visibilidade ao lugar. Adorei a ideia – disse.
Moradora do bairro do Flamengo, Ludmila Azize, de 41 anos, sempre leva a filha de 2 anos, Yasmin a parques na cidade. Ela aprovou a ação de recuperação e preservação.
- Precisamos preservamos o que temos, acho que outros parques poderiam fazer o mesmo. Precisamos cuidar do que é nosso.
Resgate de uma história
O Parque Lage já foi um antigo engenho de açúcar na época do Brasil Colonial. Após 1660 passou a pertencer à família Rodrigo de Freitas Mello.
Em meados do século XIX foi comprado por um nobre inglês que, em 1840, contratou o paisagista inglês John Tyndale para projetar um jardim de estilo romântico que continha palmeiras imperiais.
Em 1859, parte da fazenda passou a ser propriedade de Antonio Martins Lage. Na década de 20, a chácara foi administrada pelo empresário Henrique Lage.
Amante das artes, ele casou com a cantora lírica italiana, Gabriela Besanzoni, e construiu a mansão – onde hoje está instalada a Escola de Artes Visuais. A casa é uma réplica de um “palazzo romano”.
Os jardins que cercam a mansão fazem parte do Parque Nacional da Tijuca e compreendem 52 hectares de floresta, com variedade de espécies da Mata Atlântica. Em 2009, o espaço passou a ser administrado pelo Governo do Estado.
Fonte: Diário Democrático