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Animais vivos continuam sendo enviados ao espaço
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Em 28 de maio de 1959, os EUA enviaram Able, uma fêmea de macaco-rhesus, e Baker, um macaco-esquilo, a bordo de um foguete Júpiter AM-18. O voo foi considerado bem sucedido, mas Able veio a falecer

Lagartixas a bordo do satélite Foton-M4Lagartixas a bordo do satélite Foton-M4

Na última semana, a Rússia enviou novamente animais para o espaço com a justificativa de estudar a interação biológica dos seres na microgravidade.

A missão teria previsão de durar dois meses, porém, neste fim semana foi noticiado que a sala de controle russa perdeu o contato com o satélite e os animais estariam à deriva no espaço.

O foguete foi lançado a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 20h50 UTC no dia 19 de julho. A cápsula espacial Foton M4 foi colocada em órbita 10 minutos após o lançamento.

Segundo Agência Espacial Federal Russa, ou Roscosmos, o lançamento ocorreu com sucesso e o satélite estaria tripulado por dezenas de lagartixas.

No último ano, o país protagonizou uma polêmica ao enviar para o espaço uma cápsula tribulada por ratos, gerbos, lagartos e caracóis com o objetivo de testar os “níveis de sobrevivência dos animais com a ausencia de gravidade”.

Deixando claro, que as mortes já eram esperadas. Após 30 dias, a cápsula retornou ao planeta e metade dos animais estavam mortos, a outra metade, que supostamente teria sobrevivido, teve destino desconhecido.

Os cientistas justificam os experimentos afirmando que é necessário compreender o comportamento da fisiologia animal no espaço, para que assim, seres humanos possam ser enviados em viagens mais distantes com o mínimo de riscos.

Segundo portal Galeria do Meteorito, a cápsula Foton M4, enviada na última semana, além das lagartixas, leva também dezenas de ovos que serão expostos a radiação cósmica. O equipamento foi baseado na nave espacial Vostok que levou Yuri Gagarin em órbita em 1961, no primeiro voo espacial humano.

Os animais enviados ao espaço são considerados por alguns como “desbravadores” e “heróis” como se tivessem optado por doar suas vidas à pesquisas cientifícas.

Com muitas de chances de morrerem em viagens longas, caso tenham a sorte de aterrissarem com vida, passarão o restante de seus dias confinados em laboratórios ou como atrações.

O programa espacial russo há anos envia animais ao espaço, entre os anos 50 e 60, dezenas de cães, em especial fêmeas, foram retirados das ruas e expostos a um treinamento de inatividade, que consistia em manter os animais trancados em caixotes minúsculos por cerca de 20 dias.

Na época, os cientistas alegaram que foram escolhidos animais em situação de rua, pois estes “tinham mais chance de suportarem o estresse da viagem”, uma vez que estavam acostumados viverem em situações adversas.

Segundo a enciclopédia livre, Wikipédia, o treinamento dos cães incluía ficarem parados por longos períodos, em cansativas roupas de astronauta, sendo colocadas em simuladores que agiam como um foguete durante o lançamento, como também sendo colocadas em centrífugas que simulavam a alta aceleração do foguete durante o lançamento, sendo mantidos em gaiolas progressivamente menores que as preparavam para o confinamento das cápsulas espaciais.

Sua alimentação consistia numa geleia rica em proteínas; isto era altamente fibroso e ajudava na excreção dos animais durante o longo tempo em repouso. Mais de 60% dos cães usados para ir ao espaço, segundo reportado, sofreram de obstipação e pedras na bexiga quando chegaram à base.

É importante frisar, que nenhum desses animais teve opção. Todos foram expostos a treinamentos estressantes e por vezes violentos. Os números oficiais sobre mortes e acidentes envolvendo animais nunca foi divulgado.

Estes experimentos, por vezes esquecidos e só trazidos à debate em casos como o da cápsula Foton M4, acontecem diariamente e fogem das estatísticas.

As informações são do portal G1.

Fotos: Old Life Megazines / Roscosmos / Zenite
Fonte: Bruna Araujo / ANDA

   
       
 
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